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BASE: 10 principais aprendizados em 10 anos

Atualizado: 4 de fev. de 2021



No próximo dia 23 de dezembro, data da emissão do CNPJ da BASE, completamos oficialmente 10 anos de vida.

Uma empresa em que os 5 sócios-fundadores (Cezar, Corsetti, Gus, Rafinha e eu) aportamos basicamente o nosso capital intelectual, rede de contatos, boas-práticas/experiência em projetos, alta capacidade de produção (com prazos curtos) e, sobretudo, atitudes propositivas para soluções de tecnologia em um mercado (publicitário) que, na época, pouco entendia/ainda descobria o tal "digital".

De lá pra cá o mercado mudou, amadureceu e a BASE cresceu em um formato que pudéssemos garantir o alto nível das entregas, algo que sempre foi a nossa marca registrada e principal objetivo nos projetos em que participamos. Hoje somos pouco mais de 20 profissionais, trabalhando naquilo que gostamos e acreditamos, conectados diretamente a clientes que são líderes/referência nos segmentos em que atuam.

Como em uma década você aprende com os sucessos e com os fracassos -- especialmente em um negócio híbrido entre comunicação e tecnologia, no qual as plataformas, formatos, métodos e linguagens mudam constantemente -- fiz um exercício livre de tentar resumir "10 anos em 10 aprendizados empresariais". O resultado (dicas) foi:

1 - Pessoas em primeiro lugar. Um projeto nunca deve ser mais importante do que um eventual problema pessoal. Se alguém do seu time tem uma situação urgente a resolver, dê todo o suporte e tranquilidade necessária.

2 - Ser gestor é jogar junto. Esteja presente durante a execução dos projetos, seja nas tomadas de decisão (dia-a-dia), nas validações parciais, na entrega final e, principalmente, no feedback pós-projeto.

3 - Saiba dizer não. Se você viu que o novo pedido do cliente vai dar errado (e tem argumentos técnicos para demonstrar) diga não sem medo de perder o contrato.

4 - Saiba dizer sim. Porém, se o novo pedido do cliente não trás um incremento significativo no escopo, e agrega um diferencial na usabilidade e experiência do usuário, negocie internamente e se esforce para adicioná-lo ao projeto. Esse "extra" fará a diferença.

5 - Menos teoria e mais prática. Não adianta documentar e ter um processo perfeito; ou passar dias em reuniões sem fim, com baixa produtividade. Tirar do papel e aplicar na prática tem maior peso e relevância.

6 - Metodologia não salva projeto; tomada de decisão, sim. Scrum, LEAN, Kanban, Waterfall, etc. são apenas meios de chegar a um resultado. Ser romântico e se manter preso à ferramentas (ignorando os contextos de prazo e verba) aumentam as chances de derrota.

7 - Divergir para convergir. Como ocorre em qualquer relacionamento, é importante que existam divergências para que todos cresçam; mas a soma das afinidades e objetivos conjuntos precisa ser maior. Trabalhe com times que questionem e tragam novas abordagens para a solução de problemas, mas que, sobretudo, tenham compromisso com prazo e capacidade de execução daquilo que propõem.

8 - Colaboração em duplas. Organize um modelo de trabalho por duplas. Seja para dividir etapas do projeto, seja para discutir um código específico e, principalmente, para escutar um ponto de vista diferente do seu.

9 - Mantenha o foco. Adicionar a sua oferta de serviços atividades que não fazem parte do know-how/DNA da empresa em geral trazem impactos negativos naquilo que você faz de melhor. Se for fazê-lo, contrate alguém que domine o assunto, organize pilotos/ofertas pontuais e estruture como uma unidade de negócio independente.

10 - Não tenha certeza de nada. Por mais que você acredite ter o controle sobre o que ocorre na empresa e nos projetos, saiba que é tudo ilusão. Gaste menos energia em criar mecanismos de gestão complexos e mais tempo em escutar as pessoas e os clientes.

Essa lista poderia ser facilmente aprofundada e expandida, mas como o nosso formato de trabalho na BASE consiste na lógica de MVP (mínimo produto viável), esses foram os pontos priorizados e que representam o maior peso/relevância no contexto do artigo =)

Obrigado ao time de profissionais, clientes, parceiros e fornecedores com os quais trabalhamos nessa última década. Que venham grandes aprendizados no próximo ciclo.


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